Investimentos na usina em Nelson Mandela Bay serão de R$ 21 bilhões
Em Nelson Mandela Bay, no Cabo Oriental da África do Sul, milhares de hectares de terra podem um dia se tornar a maior planta de amônia verde do mundo.
A amônia, que é composta de nitrogênio e hidrogênio, é utilizada na produção de fertilizantes, explosivos para a indústria de mineração e é um ingrediente-chave em muitos produtos farmacêuticos e de limpeza. Atualmente, sua produção envolve principalmente combustíveis fósseis e é responsável por 1,8% das emissões globais de CO2. Mas, usando energia renovável, a amônia “verde” pode ser fabricada, reduzindo a pegada de carbono da produção agrícola e abrindo o composto para outros usos.
Entre eles, destaca-se o uso de amônia como combustível, o que pode ajudar a descarbonizar o setor naval. É nisso que a fábrica de Mandela Bay se concentrará. “Ele começará a substituir os óleos combustíveis pesados nos navios e substituirá o diesel. Isso se tornará o combustível do futuro, principalmente na indústria marítima”, diz Colin Loubser, diretor administrativo da Hive Energy Africa, que está construindo a usina.
O processo para produzir amônia verde é bastante simples, diz Loubser, exigindo apenas água, ar e energia. A eletrólise é usada para separar a água em hidrogênio e oxigênio, e uma unidade de separação de ar extrai o nitrogênio do ar. O hidrogênio e o nitrogênio são então combinados para produzir amônia.
De acordo com um relatório da Precedence Research, o mercado de amônia verde representou apenas US$ 36 milhões em 2021, mas crescerá para US$ 5,4 bilhões até 2030.
Fonte: CNN Brasil 25.07.2023


