Surto de virose reforça a importância da higienização de ambientes e superfícies, afirma ABIPLA. Associação enfatiza que práticas adequadas são essenciais para prevenir a propagação de contaminações
O início de 2025 foi marcado por um surto de virose que afetou algumas regiões do Brasil, especialmente, o litoral do Estado de São Paulo. Diante desse aumento significativo de casos, a ABIPLA – Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional reforça a importância da higienização adequada de ambientes e superfícies como estratégia para prevenir a disseminação de contaminações.
“A higienização regular de superfícies e objetos de uso comum com produtos de limpeza formais, ou seja, aqueles homologados pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, é uma das principais formas de prevenir a disseminação de doenças infecciosas. Produtos de desinfecção adequados eliminam microrganismos nocivos e são aliados imprescindíveis nesse processo”, afirma Paulo Engler, diretor-executivo da ABIPLA.
A ABIPLA enfatiza que superfícies frequentemente tocadas, como maçanetas, celulares, interruptores, mesas e utensílios de cozinha, podem ser veículos de transmissão de patógenos. Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmam que vírus e bactérias podem permanecer ativos nesses locais por horas ou até dias, dependendo das condições.
Além da limpeza de superfícies, práticas como a higienização adequada de pisos, banheiros e cozinhas contribuem para evitar a contaminação cruzada e a disseminação de vírus em ambientes domésticos e coletivos. A ABIPLA também reforça a importância de seguir as instruções de uso dos produtos de limpeza, como a diluição correta e o tempo de contato necessário para a higienização.
“É fundamental que escolas, empresas, espaços públicos e mesmo casas de veraneio, que costumam ser frequentadas por muitas pessoas, adotem uma rotina de limpeza consistente para proteger a saúde coletiva. A responsabilidade pela higiene vai além do indivíduo, trata-se de um compromisso de todos os integrantes da sociedade”, Engler.
Segundo dados do Instituto Trata Brasil, as doenças de veiculação hídrica são responsáveis por quase 190 mil internações anuais e geram mais de 2 mil óbitos no período. “Muitas dessas contaminações podem ser minimizadas com a universalização dos serviços de tratamento de água e esgoto e com medidas simples de higienização de ambientes e superfícies”, destaca Engler.
A associação lembra que o uso de produtos de limpeza formais, devidamente regulamentados, é essencial para garantir a segurança e a eficácia do processo de higienização. Produtos clandestinos ou de procedência duvidosa podem comprometer a saúde pública, por não atenderem aos padrões exigidos para o combate a vírus e bactérias.
“Vale destacar que todos os produtos de limpeza vendidos no Brasil devem ter o Número de Registro ou Notificação da ANVISA. Não há exceções. Caso encontre um saneante sendo comercializado sem rótulo ou sem os dados do processo de análise da ANVISA, há uma grande chance de se tratar de um produto clandestino”, completa.