ABRAS projeta crescimento de 2,5% no consumo dos lares em 2024
O Consumo nos Lares Brasileiros encerrou 2023 em alta de 3,09% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Na comparação dezembro x novembro, o indicador registrou alta de +18% – o maior resultado registrado na comparação mês x mês anterior nos últimos 24 meses, ou seja, desde dezembro de 2021 (+22,47%), de acordo com o acompanhamento mensal da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Na comparação dezembro de 2023 com dezembro de 2022, a alta foi de +10,73%.
O levantamento contempla todos os formatos e canais operados pelos supermercados e os indicadores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“A menor inflação dos preços dos alimentos para consumo no domicílio na comparação com o consumo fora do lar foi um fator essencial para o crescimento do consumo das famílias ao longo do ano puxado principalmente pela carne bovina, sinalizando uma recomposição de renda, do crescimento do emprego, da consolidação dos programas de transferência de renda e de outros recursos que movimentaram a economia ao longo do ano como o pagamento dos precatórios”, analisa o vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan.
Em 2023, o setor supermercadista aportou recursos em 158 lojas a mais do que no ano anterior encerrando o período com 666 lojas, sendo 382 novas e 284 reinauguradas. Os formatos reinaugurados somam 117 lojas a mais do que no ano anterior (167 lojas).
Registra-se ainda um crescimento maior do formato supermercado (220 lojas) em relação ao atacarejo (162) na comparação com o ano anterior. Em 2022, foram inaugurados 174 supermercados e 167 atacarejos.
ABRAS projeta crescimento de 2,5%
Para 2024, a entidade estima crescimento de 2,5% no Consumo dos Lares. O vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan, destaca ainda a recomposição da renda do trabalhador com o reajuste do salário-mínimo em percentual acima da inflação oficial registrada no ano como um dos fatores para incentivar o consumo. “O cenário macroeconômico sinaliza para um crescimento gradual do consumo ao longo do ano acompanhando as sazonalidades, o comportamento das principais safras, os fatores climáticos como excesso de chuva, secas e ondas de calor e a demanda internacional de alimentos”, conclui Milan.
Fonte: Super Hiper 24.01.2024


